Depois de estar 15 anos sem ir ate Paris, depois de criticar levianamente a petulancia francesa durante muito tempo e renegar qualquer ligacao aos nossos vizinhos gauleses, bastou um fim de semana para, sem qualquer resistencia, render-me por completo a capital francesa...
Visitei Paris tres vezes durante a minha adolescencia e sinceramente, apesar de ter sido a primeira grande cidade que conheci, nao me marcou extraordinariamente...Nunca percebi bem porque mas nunca me senti fascinada por Paris: pela imponencia dos monumentos, o luxo do comercio ou a altivez dos parisienses.
Regressei a Paris pela mao de uma amiga que reside em Paris e que para ai se mudou exactamente por todas essas razoes que a mim me faltavam para admirar a cidade.
Percorri a cidade sem pressa, sem mapas, sem percurso...apenas com indicacoes de parisienses ou nao parisienses ainda apaixonados pela sua cidade.
E talvez estranho dize-lo mas Paris conserva com uma inimitavel frescura coisas pequeninas que continuo a associar a minha ideia de Europa. Em Paris ha mercados nas ruas, ha monumentos seculares, ha bairros de ruas estreitas calcetadas, ha jardins de relva e terra batida, ha boutiques pequeninas e retrosarias, ha padarias compaes diferentes.
E talvez todas estas coisas estejam "de moda" em todas as "trendy capitals of the world"...talvez haja boutiques pequeninas no Soho transformado ja em "social catwalk", seguramente sitios unicos a servir "delicious brunch" em Boston, little galleries na Mission onde as pessoas desfilam ainda nos dias de "rien faire", e ate mercados organicos em Palo Alto...Talvez haja tudo isso...
No fundo, acho que pode haver tudo isso, mas so neste lado me sinto em casa...passeio na rua...e sinto que esse e o meu brunch, talvez o meu "rude service", o meu mercado (que, por acaso, sempre foi organico)... Talvez me sinta apenas em casa. Talvez este fim de semana na "selflegitimized capital of Europe" me tenha sabido apenas a uma "identity call", uma estranha sensacao de que, deste lado, ser turista ou trendy e cada vez mais um delicioso "cannot".
A bientot...
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